Este artigo no DN não está assinado, o que é bom sinal: o absurdo já começa a ter vergonha de se assumir.
À medida que os portugueses recuperam do choque do absurdo do aborto "a pedido" discricionário da mulher e pago por todos os contribuintes, o politicamente correcto começa a ter necessidade de se esconder e de escrever sob o anonimato. É assim que os escribas de jornais se transformam em uma espécie de bloguistas anónimos.
É pena que o artigo não tenha sido assinado por simples cobardia do escriba, porque vou estar aqui a malhar numa pessoa incógnita; e assim não dá “pica”.
  • Defender a ideia segundo a qual “o aborto mata um ser vivo, e sobretudo um ser humano”, não é um caso em que a emoção se imponha à razão: antes, esta defesa é absolutamente racional! Não pode existir nada mais racional do que afirmar isto:
    “o aborto mata um ser humano”.
    Trata-se de uma análise fria e racional que constata a consequência lógica do facto de abortar.
    Em contraponto, dizer que o aborto deve ser legal para legitimar a autonomia sexual dos indivíduos [homens e mulheres], consiste na manipulação da emoção e tem pouco de racional, 1) na medida em que a defesa do interesse egoísta dos indivíduo não se pode sobrepor à defesa dos interesses da sociedade, 2) nem pode colocar em causa princípios universais inerentes à existência do ser humano senão colocando em causa e em risco o próprio estatuto de indivíduo como pessoa.
    Portanto, é absolutamente falso que se diga que "ambos os lados da barricada sobrepõem a emoção à razão".
  • Dizer que o assunto do aborto "está pacificado na sociedade portuguesa" é pretender dizer que o assunto do aborto é tabu. Trata-se de uma “paz podre” que traduz uma vitória de Pirro da parte dos defensores do aborto; uma paz que transporta consigo contradições profundas que apresentam uma “probabilidade pesada” [segundo a terminologia de Karl Popper] de se transformar em causa de novas guerras culturais, quiçá mesmo violentas, no futuro.
    Se fizermos uma análise racional e objectiva, o assunto do aborto não está "pacificado", coisa nenhuma: foi coercivamente remetido para o subconsciente colectivo; foi reprimido pela política correcta e pelo "espírito do tempo". Mas o tempo muda.
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