"Il aura fallu moins de quinze jours pour qu'une proposition de l'association « humaniste » belge (l'Association des libres penseurs humanistes) se traduise en proposition de loi. Elle sera présentée en ce mois de mai par deux sénatrices socialistes flamandes, Myriam Vanlerberghe et Marleen Temmerman sous la forme de deux textes de lois visant à légaliser l'euthanasie pour les mineurs d'une part, et pour les personnes en voie de devenir démentes et celles tombées dans un état d'inconscience permanent. L'initiative a été annoncée samedi dernier, à l'occasion d'un symposium organisé à Bruxelles pour marquer le dixième anniversaire de l'euthanasie en Belgique."
Os políticos socialistas belgas consideram esta nova lei da eutanásia como uma “segunda revolução ética” (sic), no seguimento da legalização da eutanásia há dez anos.
A “segunda revolução ética”, segundo os socialistas, consiste na eutanásia automática, ou seja, a pessoa eutanasiada deixa de ser ouvida ou atendida in loco no seu desejo de ser morta ou não. Recorde-se que a “primeira revolução ética” socialista previa que a pessoa a eutanasiar deveria dar o seu consentimento prévio e em plena consciência.
Com a “segunda revolução ética” dos socialistas, a vontade do condenado à morte deixa de ter importância nos casos de pessoas com demência e de pessoas em estado de inconsciência que incluem crianças, uma vez que o chamado “testamento vital” não é, por sua natureza, passível de ser alterado, e porque as crianças não têm a possibilidade de fazer um “testamento vital”.