segunda-feira, 21 de maio de 2012

A Bélgica prepara uma lei de “eutanásia automática”


A Bélgica prepara uma lei de “eutanásia automática”

by O. Braga
"Il aura fallu moins de quinze jours pour qu'une proposition de l'association « humaniste » belge (l'Association des libres penseurs humanistes) se traduise en proposition de loi. Elle sera présentée en ce mois de mai par deux sénatrices socialistes flamandes, Myriam Vanlerberghe et Marleen Temmerman sous la forme de deux textes de lois visant à légaliser l'euthanasie pour les mineurs d'une part, et pour les personnes en voie de devenir démentes et celles tombées dans un état d'inconscience permanent. L'initiative a été annoncée samedi dernier, à l'occasion d'un symposium organisé à Bruxelles pour marquer le dixième anniversaire de l'euthanasie en Belgique."
Os políticos socialistas belgas consideram esta nova lei da eutanásia como uma “segunda revolução ética” (sic), no seguimento da legalização da eutanásia há dez anos.
A “segunda revolução ética”, segundo os socialistas, consiste na eutanásia automática, ou seja, a pessoa eutanasiada deixa de ser ouvida ou atendida in loco no seu desejo de ser morta ou não. Recorde-se que a “primeira revolução ética” socialista previa que a pessoa a eutanasiar deveria dar o seu consentimento prévio e em plena consciência.
Com a “segunda revolução ética” dos socialistas, a vontade do condenado à morte deixa de ter importância nos casos de pessoas com demência e de pessoas em estado de inconsciência que incluem crianças, uma vez que o chamado “testamento vital” não é, por sua natureza, passível de ser alterado, e porque as crianças não têm a possibilidade de fazer um “testamento vital”.
O. Braga | Terça-feira, 8 Maio 2012 at 8:17 pm | Tags: eutanásia, União Europeia | Categorias: ética, cultura, Esta gente vota, Tirem-me deste filme | URL: http://wp.me/p2jQx-bqT

 
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Chile: o aborto foi proibido e a mortalidade feminina diminuiu


Chile: o aborto foi proibido e a mortalidade feminina diminuiu

by O. Braga

"Research from Chile published a few days ago shows that, when therapeutic abortion was banned in 1989 after a long period when it had been legal in that country, there was no increase in maternal mortality. None at all. On the contrary, maternal deaths continued to decline.
O Chile baniu o aborto terapêutico em 1989 e, desde então, não só não aconteceu um aumento da mortalidade ligada à maternidade, como até baixou o número de mortes de mulheres devido à gravidez.
Recorde-se que o argumento segundo o qual o aborto deveria ser legalizado, é o de que “as mulheres morrem devido ao aborto clandestino”, e que "o aborto ilegal é causa de uma maior mortalidade feminina".
O exemplo do Chile mostra que depois de o aborto terapêutico ter sido banido por lei em 1989, o número de mulheres mortas em ligação com a maternidade baixou de uma forma consistente, porque os serviços médicos de apoio à maternidade têm vindo a ser melhorados naquele país.
Resumindo:
  • A lei de 1989 que proibiu o aborto no Chile não teve como consequência o aumento de mortes de mulheres em função de problemas ligados à gravidez; pelo contrário, a mortalidade feminina, ligada à gravidez, diminuiu.
  • A ideia politicamente correcta segundo a qual a liberalização do aborto tem como efeito uma maior segurança da Mulher [o conjunto de todas as mulheres], é falaciosa e non sequitur.
  • O Chile, onde o aborto terapêutico é proibido, tem hoje a segunda melhor taxa de mortalidade feminina nas Américas com 16 mortes em 100.000 — logo a seguir ao Canadá com 9 mortes em 100 mil —, e tem uma taxa de fertilidade feminina de 1,9 crianças por mulher, já perto da taxa de reposição populacional de 2,1 filhos por mulher.
  • Mais importante que o aborto legalizado, são os cuidados médicos dedicados e dispensados pelo Estado à maternidade.
 
 
O. Braga | Terça-feira, 8 Maio 2012 at 9:08 pm | Categorias: aborto | URL: http://wp.me/p2jQx-bqY
 
 

A “paz podre” do aborto na sociedade portuguesa


A “paz podre” do aborto na sociedade portuguesa


by O. Braga

Este artigo no DN não está assinado, o que é bom sinal: o absurdo já começa a ter vergonha de se assumir.
À medida que os portugueses recuperam do choque do absurdo do aborto "a pedido" discricionário da mulher e pago por todos os contribuintes, o politicamente correcto começa a ter necessidade de se esconder e de escrever sob o anonimato. É assim que os escribas de jornais se transformam em uma espécie de bloguistas anónimos.
É pena que o artigo não tenha sido assinado por simples cobardia do escriba, porque vou estar aqui a malhar numa pessoa incógnita; e assim não dá “pica”.
  • Defender a ideia segundo a qual “o aborto mata um ser vivo, e sobretudo um ser humano”, não é um caso em que a emoção se imponha à razão: antes, esta defesa é absolutamente racional! Não pode existir nada mais racional do que afirmar isto:
    “o aborto mata um ser humano”.
    Trata-se de uma análise fria e racional que constata a consequência lógica do facto de abortar.
    Em contraponto, dizer que o aborto deve ser legal para legitimar a autonomia sexual dos indivíduos [homens e mulheres], consiste na manipulação da emoção e tem pouco de racional, 1) na medida em que a defesa do interesse egoísta dos indivíduo não se pode sobrepor à defesa dos interesses da sociedade, 2) nem pode colocar em causa princípios universais inerentes à existência do ser humano senão colocando em causa e em risco o próprio estatuto de indivíduo como pessoa.
    Portanto, é absolutamente falso que se diga que "ambos os lados da barricada sobrepõem a emoção à razão".
  • Dizer que o assunto do aborto "está pacificado na sociedade portuguesa" é pretender dizer que o assunto do aborto é tabu. Trata-se de uma “paz podre” que traduz uma vitória de Pirro da parte dos defensores do aborto; uma paz que transporta consigo contradições profundas que apresentam uma “probabilidade pesada” [segundo a terminologia de Karl Popper] de se transformar em causa de novas guerras culturais, quiçá mesmo violentas, no futuro.
    Se fizermos uma análise racional e objectiva, o assunto do aborto não está "pacificado", coisa nenhuma: foi coercivamente remetido para o subconsciente colectivo; foi reprimido pela política correcta e pelo "espírito do tempo". Mas o tempo muda.
[ via ]
O. Braga | Segunda-feira, 21 Maio 2012 at 7:47 am | Categorias: aborto | URL: http://wp.me/p2jQx-bCX

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Jornal Esquerdista defende imoralmente a legitimidade do incesto.



O jornal Público defende a legitimidade do incesto

by O. Braga

O jornal Público é um pasquim; parece um jornal universitário a cargo de alunos caloiros do 1º ano.
O jornal Público, através da sua jornaleira Natália Faria, cita uma tal Aliana Gersão, que se diz “especialista em Direito de Família”, provavelmente formada ali para os lados de Alcabideche. E é assim que o pasquim confunde legitimidade e legalidade; e confunde realidades culturais diferentes, como é o caso de um país culturalmente heterogéneo e com 90 milhões de habitantes, como é a Alemanha, com um país culturalmente homogéneo e com 10 milhões de habitantes, como é Portugal.
A “especialista” Aliana confunde religião e respectiva moral, por um lado, com ética, por outro lado — e isso é gravíssimo vindo de quem se assume como “especialista em Direito da Família”. Com especialistas desta índole, estamos tramados...!
  • Os valores da ética devem ter quatro características essenciais:
    1. devem ser fundamentados racionalmente;
    2. devem ser universais;
    3. devem ser facilmente reconhecíveis nos seus aspectos fundamentais;
    4. devem ser intemporais.
Em princípio, os tabus culturais deveriam ser traduzidos em lei, a não ser que fosse possível demonstrar que alguns ou todos esses tabus não tivessem fundamento racional.
  • O insuspeito Claude Lévi-Strauss defendeu a ideia segundo a qual a proibição cultural do incesto ― o tabu do incesto — é absolutamente racional, porque nela assenta a ordem da família, e portanto, a ordem da sociedade: por exemplo, se os filhos casassem com as suas mães, deixava de ser possível a distinção entre gerações; deixaria de se saber quem são os pais, filhos, maridos ― as categorias fundamentais da família e da sociedade ruiriam e qualquer hierarquia como pressuposto da autoridade tornar-se-ia impossível.
    No sentido de permitir a sobrevivência da sociedade, o grupo social estabeleceu a regra cultural ― o tabu do incesto ― que permitiria à cultura garantir a existência do grupo enquanto grupo, e de substituir a “desordem” ― que Lévi-Strauss chama de “acaso” ― pela “ordem”. E depois, há o problema genético da consanguinidade da filiação.
  • A “especialista” Aliana diz que o "crime de incesto" não está previsto no Código Penal; e é verdade. Mas o Código Civil não permite o casamento até um determinado grau de consanguinidade entre os nubentes; por exemplo, primos direitos não podem contrair casamento civil. Portanto, no que respeita a relacionamentos sexuais entre adultos — e ao contrário do que diz a “especialista” Aliana — não “vale tudo”, em termos legais.
    Eu não conheço a lei penal em vigor no Estado Novo, mas tenho a ideia de que nunca existiu crime de incesto em Portugal, exactamente porque o incesto é essencialmente um tabu cultural, e os tabus funcionam como leis invisíveis. E uma vez que estamos numa época de destruição de tabus, talvez fosse conveniente que o tabu do incesto passasse a letra de lei, e o incesto fosse criminalizado.
É preciso dizer à jornaleira Natália Faria, do pasquim Público, que a invocação de uma autoridade de direito — neste caso, a putativa “especialista” Aliana — não lhe dá direito a uma narrativa desconexa e irracional, entre outras razões porque a alegada “autoridade de direito” pode ser destituída de autoridade de facto, como me parece ser o caso da “especialista” Aliana.

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Marxismo cultural em Cuba: a evolução na continuidade


Marxismo cultural em Cuba: a evolução na continuidade

by O. Braga

«HAVANA, CUBA, May 14, 2012, (LifeSiteNews.com) – For all the negative backlash it has inspired, Barck Obama’s support for same-sex “marriage” has its share of supporters – such as the daughter of the Communist president of Cuba.
Mariela Castro called Obama’s speech, which cited the Golden Rule as his reason for redefining the family, “humane” and “understanding.” The daughter of Raul Castro and niece of Fidel – who stepped down as president in 2006 – said she hoped the American president’s “words will be taken seriously in the political and legislative decisions made in different states and in the whole world.” »
A sobrinha de Fidel Castro, Mariela Castro, aplaude Barack Hussein Obama por este defender o “casamento” gay. Recorde-se que os regimes comunistas, como por exemplo o de Cuba ou da ex-União Soviética, reprimiram violentamente – e mais do que nenhum outro regime — a sodomia. Por exemplo, numa célebre entrevista de Álvaro Cunhal, feita por Carlos Cruz na RTP1 há cerca de 20 anos, o líder comunista português referiu-se à sodomia como “uma coisa muito triste” (sic). E eu concordo com ele.
A actual posição política da filha de Raul Castro acerca do “casamento” gay tem dois significados políticos evidentes: o primeiro, a evolução na continuidade do marxismo, ou seja o anúncio do marxismo cultural em Cuba e a continuação de uma politica insidiosa de ataque à família natural; e, por outro lado, a procura do estabelecimento de laços políticos com a Esquerda marxista cultural norte-americana protagonizada por Barack Hussein Obama, no seguimento das reformas políticas que se avizinham em Cuba que pressupõem uma abertura ao investimento norte-americano.
Em Cuba não existem hoje nem uniões civis gay, nem tão pouco “casamento” gay.


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